quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

VERANEIO CHEGOU

Quem estiver a procura de uma casa para alugar no litoral potiguar para esta temporada de veraneio precisa se apressar. Isso porque, apesar dos altos preços exigidos nas locações de residências essa época do ano, a procura ainda é grande. Os preços, podem variar de acordo com o tamanho do imóvel, a proximidade da praia e a valorização da área. Em Pirangi (litoral Sul) e Redinha (litoral Norte), praticamente todas as casas já estão com contratos fechados para o mês de janeiro.
Júnior SantosA praia de Pirangi é uma das mais procuradas por veranistas e também
os preços são mais altos
A praia de Pirangi é uma das mais procuradas por veranistas e também os preços são mais altos
De acordo com a Tur Imóveis Turismo Ltda - imobiliária especializada em imóveis do litoral Sul - os valores cobrados nas locações neste verão estão na mesma média de preço do ano passado. A única diferença, é que a procura esse ano está acima do esperado. "Não há muita diferença em valores de locação, comparado com anos anteriores. A cada ano mais famílias, inclusive que vem do interior, estão interessadas neste tipo de serviço. Há muita concentração de imóveis e procura na praia de Pirangi. Há locações hoje que variam entre R$1,8 mil e R$45 mil. As mais caras  são residências de muito requinte, amplas, em condomínio fechado e à beira-mar", explicou a proprietária da Tur Imóveis e Conselheira do  Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci-RN), Simone Brilhante Maia.

Feliz da vida por encontrar uma boa casa para que a família aproveite esse período de veraneio, a moradora de Nova Parnamirim, considera que fez um ótimo negócio. "No decorrer do ano eu me preparo para ter condições de passar o verão na praia. É um merecimento em virtude do trabalho árduo do dia-a-dia. Dessa vez eu optei por ficar mais distante da praia e mais próximo das atrações do carnaval, visando a segurança do meu filho", justificou a comerciante Lurdinha Brito, enquanto fazia a limpeza da casa  na Av. Deputado Marcio Marinho, em Pirangi. Para poder ficar no imóvel nos 31 dias de janeiro, Lurdinha desembolsou R$ 6 mil.

Uma saída encontrada pela veranista para que o valor pago na temporada não pese tanto no bolso foi dividir o aluguel com a sobrinha. "É muito alto o custo nesse período, sem esquecer que ainda existem as despesas para manter a família durante o mês", revelou. De acordo com experiências anteriores, mais R$ 3 mil devem ser gastos ao longo de janeiro.

Um aluguel mais em conta pagou a técnica de edificações Janaína Sousa.  A casa, localizada na Avenida Litorânea-Redinha, não tem piscina, mas vai comportar muito bem os 12 componentes da família, que se reúnem uma vez ao ano. Preocupada com a qualidade da praia para as crianças, a técnica, que trabalha em Recife, pagou R$1,2 mil por um período de 15 dias (20 de dezembro a 5 de janeiro). "Estamos bem perto do mar e segundo informações dos moradores, o mar aqui na frente não é agitado, isso influenciou bastante a nossa escolha".

O administrador José Roberto, proprietário de seis casas e uma pousada com oito suítes na Avenida Litorânea, revelou que a procura por casas de veraneio em dezembro, janeiro e fevereiro é farta. Entre as casas que foram alugadas no mês passado, estão, desde as mais simples, que comportam cinco pessoas, como as que possuem área mais ampla e piscina. Os preços firmados  variaram de R$1,5 mil a R$4 mil.

Corretoras diminuem exigências

Quem pretende alugar uma casa para passar a temporada de veraneio utilizando o serviço oferecido pelas imobiliárias precisa estar atento as exigências. A Caio Fernandes, com 20 anos de experiência em locação de imóveis informou, através da supervisora de locação, Valdilene França, que as cláusulas do contrato de locação para veraneio tem suas particularidades. "É liberado, inclusive, de multa rescisória, já que a locação é curta", explicou.

Para iniciar um contrato de locação entre inquilino e corretora é necessária a apresentação dos três últimos contracheques, que indiquem valor três vezes superior ao valor do aluguel; declaração de Imposto de Renda, além de cópias dos documentos CPF,  RG e comprovante de residência.  Os casos de locação que exigem a presença de fiador, é necessário que o mesmo possua escritura própria, que será a garantia locatícia da corretora. Valdilene França, destacou que a corretora realiza vistoria no imóvel antes e depois da locação, inclusive com registro de fotografias. "Isso gera segurança para o inquilino e para o proprietário do imóvel. Se o veranista optar não participar da vistoria no final do contrato, terá sete dias para reclamar o resultado", explicou.

Como as casas são alugadas por um período curto, como finais de semana ou mensal o normal é que as residências estejam mobiliadas. Neste caso os objetos do interior da residência, assim como objetos da churrasqueira e piscina são descritos no contrato, inclusive com os valores respectivos de cada um.  "É importante lembrar que os objetos danificados terão que ser reembolsados. Todos os contratos dos meus imóveis são bem detalhados", explicou o proipietário de casas para aluguel, Felipe Maluf.

Praias do litoral Sul são as mais concorridas

Gessyca Nataly, corretora de locação da Imobiliária Tertuliano Rêgo, informou que as residências mais procuradas para esse período de veraneio estão em Pirangi, Búzios e Redinha. Entre as ofertas da Imobiliária, o apartamento nº 305 do Condomínio Porto Brasil Resort, na Avenida Dep. Márcio Marinho em Pirangi ainda está disponível. O valor do aluguel para o mês de janeiro sai por R$6 mil.  De acordo com a Corretora de Locação, a Tertuliano Rêgo, exige, após a aprovação contratual, que o cliente deixe um cheque calção com valor do aluguel multiplicado por três. A corretora não exige fiador para contrato de verão.

Bem popular entre os turistas, a Praia de Pirangi oferece boas opções de casas e apartamentos. Acostumado em aproveitar a procura da praia mais famosa do município de Parnamirim, Ricardo Valença, sabe como ganhar dinheiro. O condomínio Valença, localizado na rua João Batista Delgado (Beira mar), tem uma área total de 3 mil metros quadrados. As cinco casas pertencentes a família de Ricardo já estão alugadas para esse mês. Ao alugar a sua própria casa por R$9 mil, Ricardo teve que alugar a casa de uma irmã para ele ficar. Essa mudança não desagradou nenhum pouco o proprietário. "Eu abri mão de veranear na minha própria casa porque não dá para abrir mão dessa grana. O custo para manter uma residência na orla é alto. Por isso esperamos o período do verão para conseguirmos alugar por preços mais altos", explicou.


Fonte: tribuna do Norte

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